O QUE É REALIDADE!

 

 

…Por isso existem diversas realidades, diversas formas de vê-las, interpretá-las e interagir com elas. Vou um outro exemplo:

– Tá vendo esse riacho?… Todo dia minha filha vem aqui buscar água para fazer as coisas em casa. O índio Araiu, vem aqui uns pescar peixes para comer, e as criança diariamente vem aqui tomar banho e se divertirem. Veja que o rio é só essa poção de água passando… Mas a minha filha Lua, vê o rio como um amigo, que ajuda ela a baldear a casa, a lavar a louça, a cozinhar a comida e etc. O índio Araiu, vê o rio como um prato de comida, e cuida para que o rio esteja sempre limpo, para que tenha sempre o que pescar e comer. E as crianças vêem o rio como um parque de diversão. Ou seja, para cada uma desses personagens rio tem um significado diferente, e conforme o significado que tem para cada um deles , assim eles o vêem e se relacionam com rio.

Aventureiro, o que quero dizer é que somos um grande rio, um rio que vem de uma fonte pura e cristalina, mas durante o nosso percurso vamos sendo poluído, a poluição são os conceitos, preconceitos, normas, leis, as concepções de certo, errado, bem e mal e etc. etc… Diariamente somos condicionado a olhar para esse grande rio que é a humanidade e dar significados e classificar as gotinhas que o compoem, dizendo: – Aquele é doutor, aquele outro é advogado, o outro é professor, o outro é governador, outro é prefeito, o outro é juiz, mas na verdade nada disso existe, são só denominações, símbolos e signos, frutos da nossa primorosa e fértil imaginação, são realidades e valores psicológicos que criamos e acreditamos como sendo coisas reais, e conforme nossas crenças nessas ilusões, assim nos relacionamos com elas. Na verdade somos só seres humanos, atrofiados psico-intelectualmente, por isso, com a nossa ainda inexplorada capacidade infinita de criar, interagir e transformar todas essas quimeras, em outras quimeras melhores. Precisamos despoluir o rio, tirar os entulhos gerados pelos equívocos congelante das filosofias acadêmicas, que seguem levadas pelas vaidades egocêntricas que camuflam as intenções mais torpes turvam e mudam constantemente o curso desse grande rio.

Aventureiro, água poluída, é água morta, tem pouca serventia. Temos que jorrar como água viva, água limpa, sem poluição, e assim encontrar o sentido mais sublime da existência, é assim vamos provocar o grande dilúvio transformado que mergulhara o mundo nas águas cristalinas do rio primordial, o fazendo renascer mais forte, vigoroso, cristalino como ele é, e sempre foi na sua essência”.

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